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derrames fechados e abertos

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- Como é que tu, a eterna voz da razão e da mudança dos padrões sociais, me vem agora falar de relações fechadas? - É uma questão de confiança na espécie humana, eu não acho que as pessoas mudem, acho que se adaptam, acho que aprendem palavras como respeito e verdade , segurança . Talvez fechada seja a palavra errada mas a verdade é que gosto de acreditar que ele é fiel ao meu bem estar porque se preocupa e me protege - não da verdade como tantas vezes o julgas - mas dele próprio e dos erros humanos que ele pode cometer. Creio que, na eventualidade de ele encontrar alguém melhor - e não ter coragem de me largar antes - quero acreditar que se protege quando está fora, quero acreditar que o faz para me proteger tanto a mim como a ela. Tenho fé nele, não como a eterna voz da monogamia mas como voz da verdade, quero convencer-me de que ele não me irá mentir quando for hora de me proteger e de cuidar de mim. Porque é isso que ele é, toda a sua essência gira à volta da verdade, é isso ...

derrames daquilo que fomos

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Quero dizer-te que sou mentira, que a calma e tranquilidade que te transmito é pura ilusão da pouca paixão que me tens e que rapidamente se desvanecerá. Tudo em mim são raivas e ódios dos outros e de tantos como eu, tudo por cá são paixões e desejos por realizar. Sofro e esperneio toda a minha cede de tudo viver, tudo quero mas nada procuro, tudo o que eu sou para ti é tudo aquilo que odeio em mim. Quero que saibas que toda a paixão que procurava se tornou raiva e fogo no meu corpo, todo o ódio que carrego de mim são amores pelos outros, aqueles que soam sempre tão perfeitos aos meus olhos chorosos de puta ordinária. Sim, tudo o que quero é ainda carne e fogo e o adormecer do ser, a paixão do arrancar das roupas com a alma a cair no chão aos pedaços. Tudo o que sou para ti são cacos de algo que já não existe sem ser aí, nada de mim sem ser raiva aqui pulsa, tudo o que fui de doce e de amor está em ti, e o resto sou eu. Sem ti sou só este caco meu, mutilado e morto, que apenas com...

derrames das desculpas que não te pedi

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tu conheceste o autêntico carnal em que me afogava, o desalento daquelas salas cheias de pessoas vazias e camas semi-preenchidas. tu conheceste-me à-prova-de-bala, quase imortal nesse mundo de gente morta e chorosa, nesse recanto para onde me puxavas e eu me mantinha imóvel, como se toda a inércia não me deixasse ver para além da saudade. sim, eu tinha saudade, tinha as letras de tal palavra cravadas no peito e a sangrar-me os olhos em lágrimas sem fim, e ainda assim eu só chorava. não havia em mim amores para ti, não havia paixões para ti, nem tesão, nem alma. apenas um pedaço de pele morto, com um coração que não palpita, respiração regular e atividade cerebral no pico mínimo. e isso de mim nunca chegou para ti, esse pedaço distante de mim não chegou sequer a aquecer o teu coração que te saltava do peito a cada beijo, e eu esvaziava-me ao compasso em que te enchias, porque o mais pequeno nada era tudo para ti, e para mim, bem..., para mim tu eras meu. tu eras m...

derrames de escritos meus

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Catarina e Rui passaram de jovens apaixonados a um casal separado. Nada corria mal, nada havia para discutir, apenas duas capitais distante e um coração desfeito, o coração de Catarina desfeito em nada, com amores feitos em nada, desamores sem saudades. Rui estava ainda cheio de tudo, cheio de certezas e paixão, Rui viu Catarina partir com a crença cega de que ela queria ficar e esta despediu-se com a incerteza de que alguma vez o tinha amado. E nada estava mal, não haviam ódios nem traições ao de cima, apenas dois corpos humanos que decidiram separar as almas quando uma delas ainda não estava pronta.

derrames no fundo do oceano (e de nós)

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A manhã vai sempre gelar-me as veias, e conservar a amargura desta cama vazia e deste peito que pede desesperadamente para ser enchido. A memória da tua pele contra a minha sabe-me a veneno quando a minha língua insiste em lamber os lábios doridos da tua saudade, e aquela sensação de que me falta qualquer coisa, qualquer abraço numa manhã fria, essa sensação soa-me a gelo, dá-me vontade de parar de espernear quando a água em me afogas é tão fria. Eu nunca fui de amores fugazes sequer, tudo em mim estava morto, a minha capacidade de esperar algo de bom estava extinta. Tudo em ti foi fogo na minha pele, foi água quente a fazer o sangue circular de novo, por o coração a bater sem sequer ter de pedir por favor. Tudo em ti eram amores que não acabavam e que me enchiam mesmo quando não lá estavas, tudo eram promessas, sonhos teus que querias tão desesperadamente pregar a uma  miúda  como eu. E eu quero acreditar com as forças que ainda me restam que tudo em...

derrames de confusões que me contas

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- Estar com ele deixa-me com uma sensação de vazio que nunca acaba sabes? E eu sei que o amo, que ele é o padrão daquilo com que sonhei, sei que ele me faz feliz e ainda assim não o sou. Sinto-me sempre vazia, mesmo quando ele me enche eu sinto-me a esvaziar, quando o deixo abraçar-me e dar-me a mão enquanto se deita no meu peito quase morto, eu sinto-me vazia de frio. Sinto que nada nele me preenche e a minha cama vazia dele dá-me um certo conforto no final da semana, a certeza de que ele é meu dá-me arrepios e deixa-me insegura daquilo que quero. Quando ele me fala em nós e nas saudades que de mim guarda eu sinto-me a mentir ao dizer o mesmo, sinto-me nojenta ao dizer que o quero. E eu sou egoísta, e talvez eu devesse pensar bem mais nele do que em mim, mas e se amanhã eu não o quiser e não for capaz de lhe dizer? E se eu não for capaz de acabar com a mentira que é o nosso abraço e o nosso enlaçar de mãos? O padrão que ele foi para mim um dia já não o sint...

derrames de quem se esgota, aqui

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Odeio cada pormenor daquelas paredes brancas e azuis, temo cada visão daquele sítio e da sua estrutura tranquilizante, enoja-me a calma que transmite cinicamente. Fico com a certeza que tudo é efémero naquela sala de espera, e o modo como falam parece sempre demasiado benevolente para a maneira como a minha coluna se arrepia e não cede. E eu ouço-as falar, contar-me histórias em que não acreditam, dizem que passa, que sou demasiado nova para não passar, dizem que o corpo regenera e cura, que sou demasiado nova para ser estragada com tratamentos invasivos. Invasivos... pode algo ser mais invasivo  que isto? E se o meu corpo não quiseres regenerar, se ao se deparar com esta doença que sou eu, quiser morrer? E eu sei que achas que somos feitos daquilo que acreditamos e fazemos, que somos feitos daquilo que escolhemos. Mas o corpo é que paga, certo? E se o corpo não quiser mais pagar as dividas que lhe cobro? Se o corpo não tiver mais nada com que pagar e se deixa...

2011

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Ficaram assim enterradas todas as saudades de um ano que nos trouxe tanto. Guardando apenas a doçura das memórias que não vão embora com o passar do relógio, memórias de noites que ficam, de carnavais que não vão, de móveis e ikeas, pupilos e generais, ananases e indignas. Memórias de pinar a rir e espernear por mais. Trocas de sapatos lendárias e iogurtes na altura errada. A eterna questão com que nos deixaram: Qual? E as mesmas três de quem vamos recordar com saudade. Confétis em tempos de festa e cálvio V em tempos desesperados. Tudo porque o corpo é que paga e as marcas roubam pedaços de pele e furam-nos a barriga. E as memórias que nos agarram do sushi que comemos e vice-versa, memórias de terapias que nos lavaram o corpo com vitaminas para acordar a alma num elefante. Este ano deixou-me com a certeza de que o lugar do bolo é em cima da cereja, que o lugar do moscatel é em irmandades, e os cogumelos não são feitos para serem comi...

derrames a quem só pó resta

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sempre tive aquela raiva para ficar por cima, conseguir passar além da dor e ficar, de pé, sobre todos aqueles cacos em que desfiz o meu coração de desamores. e agora, agora que o presente me arrancou o cabelo e a moral, levando-me assim a pele e a carne vermelha, roendo-me deliciosamente os ossos. eu afogo-me nas mentiras que me conto, nas inseguranças que me comem membros as dentadas maliciosas e sedentes. eu afogo-me meu amor , vem tirar-me da imensidão de lágrimas que me enchem os pulmões de raiva e nojo.

derrames sem ar para ti

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o peito pesa-me a respiração e a dor não passa na manhã que chega, sorrateira, acordando-me com unhas de gato a espetar-se nas minhas costas. o meu corpo todo dói de cansaço dos dias que acumula e que não passam, dias que não ficam, dias que não amam, semanas em que o corpo apenas quer parar, apenas quer morrer, tentando numa sofreguidão medonha acabar com aquilo que não teve um inicio. mágoa, diria ele entre lágrimas de silêncio e lábios cerrados, gretados de frio; fogo, talvez fosse ele confessar-te, sem o confessar a si o amor de anos há muito idos e a paixão fervorosa que lhe corre no peito calado, inerte de tão morto; apatia, talvez uma das maiores palavras que - no final - nada nos dizem porque a ninguém falam. morrer é a maior palavra, a hipérbole de congelar tudo o que corre no corpo e não chega a alma, tudo o que o corpo sente e que protege o coração de sentir também. gelo, solidifica-se sobre o corpo este elemento que me causa...

Derrames de quem vai ter saudade

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Da lúcida certeza de que somos grandes à efémera sensação da efervescência daquilo que não sei se existe. Somos cada vez menos a um compasso desmedido que se perde e se desapaixona enquanto se arrasta ao longo de uma sombra que não escurece por mais que a luz falte e incida. Somam-se dias que de nada me servem, somando dias que se perdem, desenganando-nos de que ainda somos dois, roubando-nos a verdade para a mentira fazer crescer dores no peito que não se desprende deste vermelho que não me larga. Esgotaram-se, assim, os segundos, os momentos em que nos amámos no sol de tardes que já não existem e nos cariciamos na efemeridade de vidas que já não temos e que já não são nossas. E o que foi embora ? Perguntas tu tentando-me as lágrimas nos olhos que só choram raivas de palavras que não quero gritar-te, perguntas porque não fiquei à tua espera, porque guardo um rancor incansável das coisas que não me dizes, das coisas das quais não faço parte. Queres que diga a verdade...

derrames de tempo perdido

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Então e se o amanhã me vier dizer que não é esta utópica estabilidade que quero na minha vida? E se o amanhã de que te falo for mentira, inverso ou apenas imagem retocada de um objecto feio de tão magro? E se eu não conseguir fazê-lo? Que me dirias tu que és a maior mentira da humanidade, ó tempo? Tu que me mentiste nas minha lágrimas de miúda e me disseste que curavas tudo, que fazias tudo passar como sangue num rio sedento. Juraste assim o infinito dos meus olhos cheios de profundidades alheias, prometeste-te que alheio é bom e que tudo se constrói com base na partilha humana. Ó senhor tempo, que nariz o teu, que mentiroso me saíste tu, deixando crescer com padrões tão altos e morrer agora numa desilusão como esta. Soma-me mais uns segundos enquanto acredito, soma-me mais uns minutos para um café e conservas sem sentido, soma-me meia dúzia de horas para umas quantas de sexo e o restante de conversa de almofada, soma-me anos e décadas e séculos de arrependimentos, de mortes, de choros...

derrames de gente demente

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demências. algumas vez passamos disso? eu e tu, nunca passamos de ser mudos e insanos, que nunca souberam bem as arestas sóbrias da palavra amor . não sei se és tu, mas isto já não sou eu. não sei se sou egoísta o suficiente para não querer isto para mim ou se sou altruísta em demasia para não querer isto para ti. e amor é uma palavra bonita, ensinaste-me isso sem que duvida ficasse, mas não me fica bem, é uma palavra que não nos  fica bem.

derrame de Reis

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Ele tem aquele tempero que te falei sabes? Aquela desumanidade que o torna em algo perfeitamente equilibrado. É a proibição de tudo o que nos dá prazer e assombra a libido, como uma despersonalização de todo o ser. Ele coage-se a viver a vida como eu, nos recantos e desencantos de um coração desapaixonado de tão morto. Deixando passar a vida sem tirar aquele proveito carnal, sem rasgar a pele ou roer os próprios ossos. O controlo emocional que nele vejo é - na maior das ironias e paradoxos - a ausência disso mesmo, o desligar de todos os botões humanos que nos levam a amar ou odiar, que nos levam a retirar prazer de cada pequena coisa que fazemos e que - no final - pode vir a ter consequências. Ele tem tudo o que desejei para mim e não consegui, toda aquela firmeza e indiferença ao próximo, o aproveitar do presente ainda que distante, o cansaço de uma vida que passou sem dar conta, porque não ...

derrames das minhas letras sobre as nossas verdades

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para onde foste tu naquela noite em que te esperei até madrugada? onde estava esse teu amor pingado que me obrigava piamente a te esperar? eu procuro. eu procurei e esperei por aqueles teus impulsos pelos quais me apaixonei, pelos ramos de flores na secretária do meu escritório e a banheira do quarto de hotel coberta de uma espuma colorida. eu procurei em ti - anteriormente a maior paixão dos meus dias - aquilo pelo qual de baixei, aquilo que me fez esquecer os vómitos que me dava a palavra amor, fazer amor, monogamia . e agora, que nos vejo a uma distancia ridiculamente metafisica, eu não encontro mais significados para palavras como essas, sem ser nas minha letras encantadas, que os convencem e que quase nos convenceram a nós de que era verdade. as minhas letras, pingadas por memórias dos teus amores, quase que me mentiam, quase que me faziam cair de novo no erro de te pedir em casamento. ao lê-las, ao longe e exteriorizando-me, eu acredito profundamente no poder d...

like crazy

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os últimos romances que me dei ao desplante de ver desapaixonar-me like crazy

derrames de outonos frios

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ela cobre o rosto por entre os dedos gelados do inverno, espreita suavemente para reencontrar aqueles olhos azuis, intensificados pelo horizonte e morrer no laranja-mar de um por-do-sol adiantado. e os seus lábios rachados de frio abrem-se numa tentativa de contar a verdade e pedir desculpa. mas o corpo cala e a alma mente. fui eu? pergunta ele com aquela mistura angelical de cores a dissolver-se em lágrimas há muito por cair. e aquela vontade instintiva de dizer a verdade parece ter desvanecido como uma adolescente que ao ouvir a palavra amor sorri mas não acredita, porque faz parte da idade ser-se mentiroso, faz parte da idade ser-se infiel. ao retirar os dedos da face encontra-se de pele gelada, com escamas a cristalizarem-se sobre o corpo engelhado e ferido, constantemente destruído por acção própria. e ele diz a palavra amor de novo, com uma certeza maior do que a anterior e maior que a primeira de todas. sofia cala, sofia sente o coração parar de bombear, o sangue gelado...

derrames de divorciados

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Entristece-me saber-te assim, entender cabisbaixa o teu desencanto de quem foi descoberto e já nada tem para mim. É triste e cristaliza-me os sonhos saber que fomos por anos loucos um amor padrão, um o-amor-tem-de-chegar. E agora somos apenas seres desmembrados a quem o amor cessou e o ter-de-ir o ter-de-aceitar-ir foi bem mais forte que amor de outros tempos ou o respeito de um presente adormecido e tristonho. Porque o amor foi, teve de ir. E eu tive de ficar, cristalina a ver-te ir de mim para os outros.

Derrames de desapaixonada(os)

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Desculpa se nestes dias empoeirados te consigo dizer tanto tanto, se não consigo calar estes lábios que ao passo que tanto te amam também te vão julgando cada vez mais, julgando-te mais efémero e incerto do que na noite anterior, porque as tuas noites mudam e caem enquanto as minhas crescem a um compasso desmedido de razão. E a tua efemeridade aumenta ao ritmo que vai minguando, inexplicavelmente por entre os meus dedos de descarada podridão, que constantemente te agarram e constantemente te perdem, escorregando suavemente onde nem sempre querem ficar.  

derremes de escritora(s)

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      "Eu sou uma escritora - convenceu-me ela - é isso que eu sou. Dizia-me que tenho a personalidade vincada de alguém que pensa bem mais do que fala, alguém que sente bem mais do que transpõe. Não tenho olhos que falam não, tenho olhos que gritam e que por tanto gritarem também mentem. Memórias vincadas - diz-me serem jeitos vincados, manias que nunca se perdem - de quem, com pouco mais que olhos derretidos, conseguia companhias para as longas horas da madrugada que se avizinhava. E com olhos que nunca adoçavam, assim os mantinha, estáticos e abertos pela noite dentro, sem os fechar para dormir, levantando o queixo num movimento atroz e com ele levantando o corpo todo, e sem beijinhos de despedida, sem pestanejar sequer saía tantas vezes com aqueles olhos ordinários de que falavas. Dedicando tudo o que o coração não calava a umas miseras linhas de abertura de alma e fechar dos olhos, que tanto se cansavam de ver. E nos domingos de sá...